segunda-feira, 26 de junho de 2017

ei menina


ei menina complicada
que não se  arrisca a nada
sempre muito fechada

ei menina desiludida
que perde a vida
nessa confusão dividida
entre tu, eu e a vida

ei menina amada
você não deve nada
nem pra mim, nem pra ele
nem pra ninguém amada

ei menina
ei garota
segue sua vida
segue atoa
como uma canoa
em um mar, em um rio
com brisa boa

ei menina
ei garota
a vida e isso mesmo
idas e vindas
da mesma pessoa
mas não se acanhe
que no final
só Deus sabe
quem te acompanha

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Cinema

nessa linha 
entre vida e morte
eu procuro a sorte
de um amor ao norte 

como aqueles de cinema 
onde a garota conhece o garoto 
e tudo vira poema 

onde o amor é de verão 
que se vai junto ao sol 
quando se toca o chão

e ao amanhecer 
só quero espairecer 
que até no cinema 
mesmo em Ipanema 

tudo se acaba 
a luz apaga 
e você volta 
para essa sua vida desajeitada

domingo, 14 de maio de 2017

Sorte

pra cada dor 
existe um amor

para cada corte 
existe a sorte 

para cada não 
existe uma explicação 

para cada suspiro 
um amigo 

para cada espirro 
um motivo 

e para cada eu te amo 
existe aguém momentâneo 
que ficará com você aguardando 
algo espontâneo 
Contemporâneo

então aguarde 
que por sorte 
você ache 
a sua outra parte 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Você

e foi por você
que eu me dei
e foi por você 
que passei a maquina 
e me raspei 
e foi por você
que me cortei 
e foi por você 
que me apaixonei
e logo por você
que me distanciei 

e foi por você 
que me desfiz 
do que me condiz 
ser um jovem aprendiz

e foi logo por você
que meu coração se deu
logo por você
que não se deu
que não se arrependeu 
que não aprendeu 
a viver como 
um ser só meu

logo você
que quer ser amada 
reverenciada
desejada
como uma jovem princesa 
apaixonada

foi tudo por você

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Esperar você

De cá
Pra lá
Venho a pensar

De lá
Pra cá
Venho a sonhar

Que de todas as formas que tenho pra amar
Eu escolhi esperar
Esperar você aparecer
Esperar você me acolher
Para em seus braços sobreviver

De lá
Pra cá
De cá
Pra lá
Você apareceu
E meu mundo se estremeceu
E com seu jeito você me envolveu
Em um mundo novo todinho seu

domingo, 2 de abril de 2017

 24 de agosto, 2013



acordo com uma puta dor de cabeça, fico na cama por uns instantes, ligo a tv. coloco no canal de noticias local. nada de noticia boa, a mesma coisa de sempre, assalto, morte, marcha pra legalização da maconha nada de novo. pego meu celular e vejo a hora, 7:43 da manhã, 24 de agosto. não acredito muito, pois acabei passando um dia todo dormindo de ressaca, fazia tempo que isso não me acontecia a ultima vez foi com a Lucy. me vem lembranças dela. pego um cigarro e vou pra varanda apreciar esse momento nostalgicamente triste. 

fico lá fumando meu cigarro, acaba e vou buscar outro. no caminho vou em busca de um copo d'água, não acho um copo e acabo levando a garrafa mesmo de vidro da cor verde. 

volto pra varanda, me encosto lá e fico olhando pro horizonte, até que percebo uma jovem na varanda ao lado pintando a unha. muito bonita por sinal, negra dos cabelos cacheados não tão grande nem tão curto. fico olhando pra ela até que ela percebe, desvio o olhar rapidamente mas não adiantou. 

-está melhor, diz ela 
-como assim? falo com cara de confuso 
-é porque no outro dia você mal se matia em pé
-serio? não lembro
-serio 
-acabei exagerando, mas a gente se falou? digo ainda na duvida de quem é ela 
-não falamos muito não, te ofereci ajuda e você negou mas mesmo assim te ajudei a entrar no elevador, diz ela meio que sorrindo 
-obrigado e me desculpa qualquer coisa estupida ou atitude que tive 
-relaxa, nada de mais, quem nunca fez isso né 
-quem nunca digo sorrindo 

ficamos uns segundos sem falar nada até que ela puxa assunto

-você é novo aqui?
-sim, acabei de me mudar pra essa cidade 
-serio? de onde você era?
-Brooklyn 
-já fui lá algumas vezes, mas prefiro Los Angeles  
-eu sou novo aqui, não conheço nada nem ninguém]
-já já você vai conhecer, afinal meu nome é Alice 
-prazer Alice meu nome é Phill, vou em direção a varanda dela e estendo a mão. ela estende de volta demos um aberto de mão meio demorado, a mão dela era quente e pequena.
-bom Phill preciso ir, tenho que ir trabalhar 
-ok, você trabalha de que ?
-sou professora do ensino médio. 
-mas você é tão nova pra ser professora 
-obrigada pelo nova, falamos depois, diz ela entrando pro seu apartamento 

fico ali mais uns minutos. entro e me deito fico olhando pro teto e tentando lembrar da noite que me fez ficar com ressaca e dor de cabeça. não demora muito e escuto alguém bater na minha porta. me levanto e abro. era Alice 

-oi 
-oi, pensei que tinha ido trabalhar
-já estou a caminho, só bati pra te convidar pra uma reunião amanhã, como você é novo aqui pensei que seria um ótimo jeito de conhecer gente nova. 
-tudo bem, me fala onde é que tento ir
-é na casa de um amigo, mas vamos juntos pode ser?
-pode sim 
-então tá marcado, passo aqui as 22:30h, deixa eu ir se não vou me atrasar
-vai lá então, vou em direção a ela pra dar um beijo de despedida e ela retribui. percebo que até a bochecha dela é quente.  

fico na porta olhando ela indo em direção ao elevador. ela olha pra trás e eu dou um sorriso, ela sorri e se vira rapidamente e ao mesmo tempo seus cabelos cacheados vão juntos no balanço do seu corpo. fico olhando pra ela e percebo que a bunda dela é empinada e grande, fico admirando até ela entrar no elevador. ela entra se vira, vejo ela apertando o botão do térreo, quando as portas vão se fechando ela dá um tchanzinho bem suave pra mim.

entro no meu apartamento e vou direto pra banho afinal tenho que achar um emprego. termino meu banho, visto uma roupa meio social e desço a procura de uma livraria ou banca de revista pra comprar uma carteira de cigarro, tomar um café e comprar o jornal pra ver se tem algo nos classificados. 

ando meia quadra quando vejo uma banca de jornal, vou em direção a ela. sento em uma cadeira que tem lá e peço um café e um jornal. o moço traz rapidamente. tomo meu café e vou circulando todas as ofertas de emprego que eu possa tirar uma grana. fico lá por uns vinte minutos até que chega uma moça bem bonita puxando conversa.

-oi bonitão 
-oi, digo meio sem jeito 
-não lembra de mim né?
-sinceramente não
-nossa a dança foi tão ruim assim, diz ela com tom irônico 
-dança? você deve estar falando da noite que eu não lembro de nada
-não lembra de nada? que horrível dizer isso para uma bela jovem 
-é que acabei exagerando, me desculpe 
-não se preocupa garanhão
-desculpa mesmo, sabe como é a bebida afeta nossos sentidos 
-sem problema, você mora por aqui? pergunta ela mexendo na bolsa 
-moro sim, algum problema?
-tô tentando achar meu carregador, não posso ficar sem celular 
-lá em casa eu tenho, fica a meia quadra daqui 
-bom é mais perto do que o meu

eu me levanto pego no braço dela e vou em direção ao meu apartamento. andamos até que rápido. digo pra ela que chegamos apontando pro prédio. subimos, entro no apartamento jogo o jornal na mesa e pergunto se ela quer alguma coisa pra beber ela pede um copo de água. vou na cozinha e pego, depois vou no quarto e pego o carregado. entrego pra ela. aponto pra mesa perto do som pra ela usar a tomada de lá. ela coloca o celular pra carregar e liga o som. 

-já que você não lembra da minha dança deixa eu dançar pra você. ela me pega pelo braço e me leva pro quarto
-éééé... fico sem saber o que falar
-não precisa dizer nada bonitão, diz ela colocando o dedo na minha boca pra me calar

ela começa a dançar, eu fico sentado na cama. e ao dançar dela acaba vindo uns flash da noite. ela tira blusa, ela estava sem sutiã. que mulher, fico olhando tensamente pra ela. ela se inclina até mim e tira minha blusa, me empurra na cama e sobe em cima de mim. ela me beija no canto da boca, beija meu pescoço, beija minha barriga. ela começa a tirar meu cinto, tira minha calça, tira minha cueca, meu pau dá um salto pra fora da cueca. ela dá uns beijinhos do ladinho, depois na cabeça até colocar tudo dentro da boca de uma vez, que mulher. pego no cabelo dela, e vou controlando ela. ela tira meu pau da boca dela e olha pra mim e diz: "pode gozar na minha boca". ela volta toda empolgada. e no movimento da língua, da boca e da mão dela eu gozo na boca dela. ela continua por um tempo até parar. "quero ver esquecer disso" diz ela toda confiante e se levantando em direção a sala. "não irei esquecer" digo indo em direção ao banheiro. olho se me sujei pra tomar uma ducha e nada, realmente ela queria meu gozo. volto pro quarto e ela está vendo se o celular já tem carga.

-foi bom bonitão mas já tenho que ir, diz ela pegando o celular e indo em direção a porta.
-já deu carga o suficiente? se quiser ficar mais um pouco sem problema 
-já sim bonitão. já vou. ela abre a porta e sai, não entendi a pressa mas tudo bem 

olho no relógio e vejo que horário comercial já tinha acabado, não adiantaria ir atras de emprego a essa hora mais. fico no meu quarto lendo o resto do jornal tomando Whisky e fumando meu cigarro. paro de ler e ligo a tv fico assistindo até pegar no sono, falo pra mim mesmo, amanhã eu acho um emprego.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Permita-se 

Permita-se amar 
Permita-se chorar 

Permita-se cair
Permita-se levantar 
pois assim é a vida
altos 
baixos
incertezas 
certezas 

Permita-se 
e a vida vai te permitir 
a seguir 
a sentir 
e a rir

Permita-se 






segunda-feira, 20 de março de 2017

 amar 

como não amar?
eu começo a perguntar 

como não amar?
esse jeito desastrado
esse seu jeito todo abstrato

como não amar?
esses olhinhos
esses cachinhos 

como não amar?
essa pequena 
essa baixinha

como não amar?
essa moça 
que é tão linda 
que faz o coração parar
e os seus olhos brilhar 

eu volto a te perguntar 
como não amar? 


quinta-feira, 16 de março de 2017

 22 de agosto, 2013

saio do bar, vou caminhando pela cidade a procura de um apartamento pra alugar e um emprego para me pagar. ando ando e nada. paro em um restaurante pra almoçar e fico lá um tempo. ao sair vejo que a mesa ao lado tem um jornal e ninguém nela. vou até lá sento e pego o jornal. vou na parte dos classificados fico lendo até achar algo que me interessa um quarto com banheiro, cozinha americana, uma varanda. pronto é esse. rasgo um pedaço do jornal e vou andando até o enderenço. chegando lá interfono no numero de andar indicado no jornal, acho que era do sindico. 

-oi
-oi, quem fala? responde uma voz meio rouca e grossa
-Phill, estou interessado no apartamento 203, vi que está disponível pelo jornal
-está sim, vou descer pra te mostrar
-ok

desce um homem gordo e alto, ele abre o portão e vamos de elevador até o segundo andar. chegando lá finjo que não tinha me decidido ainda. olho, olho e no final fechamos contrato. ele pediu três meses adiantado. paguei ele e ele me deu as chaves. o quarto tinha uma cama de casal que parecia nova e armário embutido, o banheiro era até que grande chuveiro com banheira, a cozinha já tinha geladeira e armários. a varando era pequena mas dava pra fumar e beber meu Whisky. no tudo eu gostei. 

deixei minha bolsa e minhas coisas no quarto e fui andar pelo quarteirão. era final de tarde, algumas lojas estavam fechando. parei em uma loja e comprei um microondas e algumas coisas básicas pra casa. estava já usando o dinheiro do meu seguro desemprego. precisava arrumar um emprego logo. voltei pro apartamento pra arrumar as coisas, coloquei tudo em seu lugar, liguei meu som que trouxe, forrei a cama, coloquei a roupa no guarda-roupa, deixei tudo organizado, fazia tempo que eu não organizava minhas tranqueiras. no final de tudo arrumado, tudo em seu devido lugar me deitei na cama e tiro um cochilo.


era quase onze horas quando acordo.  vou no banheiro tomo uma ducha e saio pra caminhar na cidade, achar meu novo bar preferido, minha loja de conveniência e meu restaurante preferido. 

ando por uma hora e encontro um bar "Dames N'Games Topless Sports Bar" entro e pego uma messa virado para as moças dançando. peço um Whisky pra garçonete. o atendimento é rápido, dou um gole longo e peço outro. e assim vai a noite, até que reparo em uma das dançarinas. fico olhando pra ela enquanto ela dança no colo de outro cara. ela repara que estou vendo e aponto a mão pra mim como se falasse, já já é sua vez. eu fico disfarçando pra ela não perder a concertação no outro cara. a musica para e ela vem direção a mim. 

-oi bonitão, quer uma dança? diz ela sussurrando em meu ouvido.
-quero, mas não aqui, não na frente de todo mundo. digo me levantando e indo a sala vip

ela vem atras de mim, o segurança da sala me revista antes de entrar. a sala era interessante, toda acolchoada, com espelho no teto e uma barra de polly dance no meio. eu sento e novamente ela vem e fala no meu ouvido 

-a dança particular é 300 dólares, e sem tocar 
-tudo bem. pego minha carteira e coloco o dinheiro do lado 
-esperar uma nova música que eu começo a dançar baby 
-sem pressa. digo eu olhando o corpo dela. ela era tipica stripper, silicone, peruca e bem maquiada. mas o olhar e uma tatuagem nela me chamaram a atenção. ela tinha um texto tatuado na costela que no final virava um pássaro. ela tinha outras tatuagens, pequenas e irrelevantes, pois não chamava tanto a atenção como essa. o seu olho era cor de mel, profundos e distantes, chamou mais atenção que a tatuagem. 

uma musica nova começa, e ela começa. ela vai devagar, vai dançando suave no meu colo. ela pega minha mão e passa nas pernas dela e depois joga de volta pro sofá. ela vira de costas e começa a balançar a bunda, e que bunda. percebo que ela tem uma tatuagem no cóccix. ela desce com a bunda virado pra mim e isso me deixa mais excitado. ela vira e tira o sutiã, outra coisa bonita nela e outra tatuagem. ela senta no meu colo. ela sente que estou excitado e começar a simular que estamos transando. ela pega minha mão e coloca na cintura dela. ela vai mexendo e eu vou ficando excitado. ela coloca seus peitos no meu rosto. quando começo a curtir pra valer a musica para.

ela se levanta e pergunta se eu quero mais uma musica. eu olho pra ela e falo que gostaria em outra hora pois estava sem dinheiro ali. ela diz que tudo bem e sai. fico uns minutinhos ali até me recompor. me levanto e vou embora. na volta pro apartamento passo em uma conveniência que tem no caminho e compro uma garrafa de Whisky com os meus trocados. sento na calçada em frente e começo a beber ela. fico observando os carros em movimento. 

termino minha garrafa e vou caminhando praticamente caindo, tropeço, caio, me levanto e vou andando. enfim chego no prédio. tento pegar a chave no bolso, ela cai, eu caio. pego ela no chão e me levanto. quando ia colocar a chave no portão da frente, uma moça abre a porta. ela me olha por uns minutos, pergunta se quero ajuda eu digo que não e mesmo assim ela me ajuda a chegar no elevador. dentro do elevador aperto pro segundo andar. consigo chegar na minha porta. consigo abrir, fecho ela mas não passo a chave. tiro minha roupa e me jogo na cama. mesmo estando muito bêbado estava com pouco sono. começo a lembrar da dança. que moça bonita, que dança, que corpo, que peito. começo a me masturbar, afinal de contas tive uma noite não tanto produtiva como as outras. continuo me masturbando pensando nela até gozar. me levanto vou no banheiro para me limpar e acabo tomando um banho. termino meu banho e volto pra cama onde caio no sono profundo, sabendo que não lembrarei dessa noite. 

sábado, 11 de março de 2017

21 de agosto, 2013

andando pela cidade percebo que aquele lugar não é mais pra mim, as ultimas semanas tem sido difíceis, meu trabalho está uma merda, os bares estão uma merda, as pessoas estão uma merda. acho que está na hora de se mudar, respirar novos ares, conhecer novos bares, novas mulheres, novas bocas, novas bucetas.

vou pro meu apartamento, coloco minhas roupas em uma bolsa, meus discos em uma caixa, separo o que acho importante levar e deixo em um canto no apartamento. vou até a rua de baixo na loja de usados e chamo o moço pra ir no meu apartamento.

-quanto você dar por tudo que está aqui, tirando isso aqui. aponto pras coisas que separei 
-bom, te dou 1500 dólares por tudo 
-2000 e tudo é seu 
-tá bom, mas já vou levar isso aqui. ele pega minha mesa onde ficava meu cigarro. vamos, pegar o dinheiro na loja 
-ok 

fui até a loja dele, peguei o dinheiro voltei pro apartamento, dei minha chave pro sindico, falei que alguém ia buscar as coisas. ao entrar no apartamento pra pegar minhas coisa, vejo o bilhete da moça do RH. pego ele e vejo o que está escrito:

                                                           6612 New Utrecht Ave, Brooklyn
espero que você vá, aqui está meu telefone 1 728-396-0074 caso não ache
aguardo sua ligação beijo Camille.

com um coração desenhado do lado do seu nome, enfim seu nome, Camille. Foi bom achar esse bilhete, pego meu telefone e ligo pra moça do RH quer dizer Camille.

-alô 
-oi 
-Camille? aqui é o Phill 
-oi, não tive mais noticias sua
-aconteceu um monte de coisas 
-é fiquei sabendo da sua amiga, lamentável 
-é sim. bom o motivo da minha ligação é... ela me interrompe 
-você quer sair comigo de novo né?
-queria, mas não é o motivo da ligação 
-há pena, a ultima vez foi tão bom
-é foi sim. ficamos em silencio por uns segundos 
-então, diz ela desanimada 
-eu liguei pra pedir demissão 
-serio ? diz ela com tom de assustada 
-sim, tô pensando em me mudar, sair da cidade 
-que pena, queria poder te ver mais. então você pedindo demissão você perde alguns direitos 
-é eu sei 
-vou fazer uma coisinha pra você, vou te demitir, ai você fica com todos os benefícios 
-você é um amor, muito obrigado
-por nada querido. mas promete que vai vim me visitar 
-prometo sim 
-tá bom então, beijos. vou arrumara sua papelada, ai você nem vai precisar vir aqui
-muito obrigado mesmo, você é um amor de pessoa, beijos até


desligo o telefone pego minhas coisas e vou pro aeroporto. chego no caixa onde um rapaz me atende 

-boa tarde
-boa
-pra onde deseja ir 
-qual é o próximo embarque ?
-estamos embarcando agora pra Califórnia 
-qual lugar da Califórnia ?
-Los Angeles. deseja uma passagem?
-por favor
-são 460 dólares 
-aqui está, quantas horas de viagem?
-cinco horas e cinquenta minutos
-muito tempo, você tem passagem pra primeira classe?
-tenho uma, você vai querer ela ?
-acho que sim, quanto falta pra de primeira classe?
-mais 500 dólares, ai você vai ter direito a uma poltrona melhor, espaço melhor e bebidas diferenciadas 
-tudo bem, vou querer essa, pega
-alguma bagagem?
-só de mão mesmo 
-ok. aqui está, boa viagem


embarco no voo. vou até minha poltrona e sento. ninguém estava do meu lado. peço um Whisky dou um gole e fecho meu olho. cochilo. quando acordo já estamos no ar. o indicador mostra que ainda faltava três horas e meia de voo. olho para o lado e vejo uma moça sentada do meu lado. era bonita, mas não de chamar a atenção. tento puxar conversa com ela mas a conversa não se desenrola. peço outro Whisky e cochilo de novo.

chegamos na cidade praticamente de madrugada. peço um taxi até o centro. começo a andar até parar em um bar com letreiro aberto 24h. entro sento em uma mesa perto da janela que da pra rua. vem um garçom me entrega o cardápio e sai. leio o cardápio, peço o prato da casa e uma cerveja. eles demoram pra trazer, isso é bom pois passarei a noite aqui pois não tenho um lugar pra ficar ainda. chega minha comida e minha cerveja. depois de comer, alias a comida estava maravilhosa. peço mais cerveja. fico ali, olhando pra rua, olhando os garçons trocarem de turno, olhando para as outras mesas. começa a me dar sono, peço mais cerveja. fico pescando, durmo uns minutos acordo e dou um gole. fico assim até que o sol começa a sair. 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Terceira parte de outro dia qualquer, 2013

acordo quase ao meio dia com cheiro de ovos e bacon, me levanto visto minha calça e não consigo achar minha blusa, vou em direção a sala onde encontro ela vestida apenas com minha blusa tão sexy, tão surreal. e a cada passo que dou para perto dela já imagino a parte chata, a despedida, por isso gosto de ir pra casa, pois quem fica nessa situação não sou eu, e aqui estou eu...

-bom dia 
-bom dia, diz ela me dando um beijo
-dormiu bem?
-como um anjo
-você sempre faz isso ?
-transar na primeira noite?
-não, ovos e bacons 
-nem sempre, para as duas coisas. venha sente-se aqui , já esta tudo pronto

tomamos café como duas pessoas desesperadas por companhia. tava tudo muito bom, a conversa, a comida. além do sexo ela cozinhava muito bem, um pacote completo mas não feito para mim, talvez para outro desajustado aqui nesta cidade. conversamos bastante até a hora que me deu vontade de ir embora. me despedi dela e fui andando pra minha rua. passando em frente ao bar olho para dentro e sinto uma sensação, acho que era meu corpo pedindo pra entrar. sedento a tentação levo meu corpo ao seu desejo mais profundo. entro, sou reconhecido pelo barman, ele me serve o de sempre. ao mesmo tempo que foi rápido entrar, foi ao sair.

chegando em meu apartamento a chave não estava no lugar secreto meu e da Jude. vou até o zelador do prédio para abrir pois eu sei que ele tem uma chave reserva de todos os apartamentos, demorou 15 minutos até conseguir entrar. fico me perguntando porque a Jude não deixou minha chave. 

tiro minha roupa, ligo o som, pego uma dose de Whisky, pego um cigarro e vou pra varanda. ao som de "revolution" vou saboreando aquele momento.terminou a musica, terminei o cigarro e minha dose. vou a caminho da cama quando ouço alguém batendo na porta. coloco a calça  e vou atender 

-oi 
-oi
-sou o policial Marcos do 13ª batalhão, estou aqui em nome de Jude James.
-o que aconteceu? começo a ficar preocupado 
-ela colocou seu nome e endereço como contato mais próximo no plano de saúde. pegamos essa informação e estou vindo a você informar que ontem as quatro horas da manhã ela faleceu.
-como, como assim? falo quase gaguejando 
-houve um atentado na boate "B66 club" e ela é uma das vitimas. eu sei que é uma noticia inesperada mas já está em investigação e um suspeito preso. por fim aqui está os pertences achado com ela. assine assine aqui. obrigado e boa tarde.

o policial sai, e eu sem acreditar com o corpo travado, não consigo fechar a porta, não consigo sair do lugar, não consigo acreditar. fico parado por um tempo até que sinto alguém me abraçando. me desperto do meu transe era Lucy, olhos vermelhos de tanto chorar, cara inchada, cabelo bagunçado. ela me puxa e me leva até a varanda 

-vai ficar tudo bem, eu sei que vocês eram amigos 
-eu não acredito, eu estava lá, porque isso aconteceu 
-eu também estava lá, foi tudo muito rápido. fala ela começando a chorar 
-me conta o que aconteceu, como isso pode acontecer. meu rosto em choque não demostrava nenhuma reação, estava confuso, estava assutado, estava em choque 
-ela estava do lado de fora fumando um cigarro quando a confusão começou 
no inicio não entendi nada estava dançando ai do nada todo mundo começou a correr pros fundos, por um tempo fiquei desorientada até me dar de conta do que estava acontecendo. corri junto com o pessoal que estava lá dentro. diz ela chorando ainda mais e me abraçando 
-maldito cigarro. abraço Lucy, começo a chorar a ficha começa a cair

ficamos ali, abraçados, chorando, desacreditados. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Segunda parte de outro dia qualquer, 2013


Ao entrar, som alto, luzes piscando, quase impossível de enxergar e ouvir as pessoas. Puxo Jude para ir ao bar comigo, peço uma cerveja, $7 por 600ml, absurdo digo a Jude indignado. Jude me da um beijo no rosto e vai dançar, fico encostado no balcão, dou uma olhada no lugar bem lentamente, quando vejo um moça vindo até mim, era Lucy.


-oi Lucy, você sabia que estaríamos aqui, pergunto abismado?

-oi Phill, sabia, a Jude mandou mensagem falando que queria me encontrar aqui... sabe onde ela esta?
-sei sim, ela foi dançar
-bom, vou atras dela, diz ela pegando minha cerveja e se afastando...

peço uma dose dupla de Whisky,
-queria ficar bêbado o mais rápido possível nesse lugar, digo para a moça ao meu lado, ela ri e sai do meu lado 

-oi Phill, diz a jovem do RH
-oi, onde você foi?
-fui falar com meu amigo, o dono do lugar
-há sim, então...
-então você não dança?
-não, gosto de apenas observar 
-deixa de timidez, aposto que sabe, diz ela toda animada
-não sei e não quero 
-ta bom então, diz ela se virando para o bartender 
-me vê o que ele tá bebendo 
-você quer mais Phill?
-Quero sim. ficamos conversando por um tempo. 

e aos goles repetidos vou me sentindo como se estivesse desaparecendo da minha própria consciência, perdendo o controle da vida perdendo a noção do tempo e espaço. Quando sinto que não tô  mais conseguir me aguentar em pé paro de beber. Sabe esse é meu truque, minha técnica beber até quase cair, mas nunca cair. Vou ao banheiro, passo água no rosto e saio do banheiro, encontro com LLucy e Jude na porta do banheiro, elas animadas e suadas de tanto dançar. 

-Phill, vai ou não sair daqui com a jovem do RH? diz Jude
-Não sei ainda, acho que ela não faz meu tipo 
-Seu tipo é qualquer rabo de saia. diz Lucy rindo
-Não é bem assim, tenho meu orgulho 
-Deixa de machismo e vai logo nela, se não eu vou. diz Lucy, Jude olha pra ela com cara de raiva e sai, Lucy vai atras.

vou andando até ao bar, viro a jovem do RH e dou um beijo

-demorou, diz ela sorridente
-quer sair daqui? vamos ao meu apartamento
-quero sim, mas prefiro ir ao meu
-por mim tudo bem
-ok! me espera lá na frente, vou me despedir dos meus amigos e já vou
-ta bom, só vou falar com a Jude e vou indo
-ok!

demos mais um beijo, e cada um foi em direção aos amigos, chego perto da Jude

-estou indo embora, fiz o que vocês falaram
-bom, amanha você vai me agradecer
-tudo bem com você e a Lucy?
-tudo sim, conversamos um pouco e estamos bem, ela foi no banheiro enfim deixa eu perguntar, vocês vão pro seu apartamento?
-não, vamos pro dela
-e você concordou? estou de cara
-não comece
-só queria comentar, diz ela sorrindo. Bom já que você não vai pro seu eu vou, pode ser ?
-pode sim, aqui está as chaves, se sair antes que eu chegue já sabe onde colocar elas 
-sem problemas, diz ela me dando um abraço
-se despede da Lucy pra mim, digo me afastando, indo pra saída da boate

fico na saída por uns cinco minutos, até ela aparecer
-é por aqui, diz ela me puxando
-não vamos de taxi
-não precisa, é bem ali, ela aponta para um prédio de esquina no final da rua

chegamos ao prédio, subimos um lance de escada até seu apartamento, ela abre a porta toda tímida, fala baixinho "entra por favor", mal a escuto. vou entrando e reparando na estante cheia de livros, na cadeira cheia de livros, na mesa cheia de livros e até o chão estava cheio de livros 

-não repara na bagunça
-relaxa, adorei os livros 
-meu quarto é por aqui, ela me dar uma mão e empurra a porta do quarto com a outra, ela me puxa pra dentro, diferente do resto o quarto era o único lugar que não tinha livros

começamos a nos beijar, não cheguei a comentar mas ela estava de saia longa, azul céu, e eu jens e blusa preta básica. ela começa a beijar meu pescoço e coloca suas mão sob minha blusa, sem parar de beijar ela levanta a minha blusa até tirar, ela passa a mão no meu peitoral, eu beijo ela e vou puxando o zíper do vestido até o fim, o vestido cai como uma manga madura, ela estava sem sutiã, sua calcinha  azul combinava com as curvas do seu corpo, tiro meu cinto e a calça, fico só de box, ela me empurra na cama, tira sua calcinha e senta em cima de mim, começa a me beijar de cima para baixo, não sou muito de agradecer, mas agradeço pro ser grande e a boca dela percorrer por mais tempo o meu corpo. ela tira minha cueca com toda delicadeza... que mulher, que boca maravilhosa, penso, puxo ela até meu rosto, dou um beijo nela e trocamos de lugar, vou beijando ela, não tinha reparado ainda nos seus peitos, mas eles eram lindos, continuei a descer, ela tinha uma pintinha do lado direito, tão delicada, dei atenção a cada parte do seu corpo, até o momento em que eu estava dentro dela, até estarmos entrelaçados...
ao acabar ela se vira pra mim, me da um beijo e vai em direção do banheiro 

-vou tomar uma ducha, você vem? 
-já vou, vai aquecendo a aguá, que mulher, e eu não estava querendo dar chance, Jude tinha razão vou ter que agradecer a ela mais tarde.

me levanto e vou ao banheiro, do lado direito da posta tinha uma mesinha, com espelho onde estava escrito de batom vermelho "ela dizia para todos serem fortes, mas de noite, em seu quarto, ela desabava em lagrimas, porque era seu jeito de lidar com a dor", intenso, profundo. 

entro debaixo do chuveiro com ela, beijo o ombro dela, o pescoço, a boca. ela retribui o beijo. e pela segunda vez na noite nossos corpos se conectam na mesma frequência, os corações batem no mesmo ritmotudo parecia cena de filme, onde todos sabia seu papel, seu lugar, o script já estava escrito e pronto, nossos corpos se contracenava, como poesia tudo se encaixava e rimava. terminamos o banho, o ato, e voltamos pra cama, onde cada um se arruma para dormir. e ao braços dessa mulher vou me pegando no sono até dormir.