domingo, 2 de abril de 2017

 24 de agosto, 2013



acordo com uma puta dor de cabeça, fico na cama por uns instantes, ligo a tv. coloco no canal de noticias local. nada de noticia boa, a mesma coisa de sempre, assalto, morte, marcha pra legalização da maconha nada de novo. pego meu celular e vejo a hora, 7:43 da manhã, 24 de agosto. não acredito muito, pois acabei passando um dia todo dormindo de ressaca, fazia tempo que isso não me acontecia a ultima vez foi com a Lucy. me vem lembranças dela. pego um cigarro e vou pra varanda apreciar esse momento nostalgicamente triste. 

fico lá fumando meu cigarro, acaba e vou buscar outro. no caminho vou em busca de um copo d'água, não acho um copo e acabo levando a garrafa mesmo de vidro da cor verde. 

volto pra varanda, me encosto lá e fico olhando pro horizonte, até que percebo uma jovem na varanda ao lado pintando a unha. muito bonita por sinal, negra dos cabelos cacheados não tão grande nem tão curto. fico olhando pra ela até que ela percebe, desvio o olhar rapidamente mas não adiantou. 

-está melhor, diz ela 
-como assim? falo com cara de confuso 
-é porque no outro dia você mal se matia em pé
-serio? não lembro
-serio 
-acabei exagerando, mas a gente se falou? digo ainda na duvida de quem é ela 
-não falamos muito não, te ofereci ajuda e você negou mas mesmo assim te ajudei a entrar no elevador, diz ela meio que sorrindo 
-obrigado e me desculpa qualquer coisa estupida ou atitude que tive 
-relaxa, nada de mais, quem nunca fez isso né 
-quem nunca digo sorrindo 

ficamos uns segundos sem falar nada até que ela puxa assunto

-você é novo aqui?
-sim, acabei de me mudar pra essa cidade 
-serio? de onde você era?
-Brooklyn 
-já fui lá algumas vezes, mas prefiro Los Angeles  
-eu sou novo aqui, não conheço nada nem ninguém]
-já já você vai conhecer, afinal meu nome é Alice 
-prazer Alice meu nome é Phill, vou em direção a varanda dela e estendo a mão. ela estende de volta demos um aberto de mão meio demorado, a mão dela era quente e pequena.
-bom Phill preciso ir, tenho que ir trabalhar 
-ok, você trabalha de que ?
-sou professora do ensino médio. 
-mas você é tão nova pra ser professora 
-obrigada pelo nova, falamos depois, diz ela entrando pro seu apartamento 

fico ali mais uns minutos. entro e me deito fico olhando pro teto e tentando lembrar da noite que me fez ficar com ressaca e dor de cabeça. não demora muito e escuto alguém bater na minha porta. me levanto e abro. era Alice 

-oi 
-oi, pensei que tinha ido trabalhar
-já estou a caminho, só bati pra te convidar pra uma reunião amanhã, como você é novo aqui pensei que seria um ótimo jeito de conhecer gente nova. 
-tudo bem, me fala onde é que tento ir
-é na casa de um amigo, mas vamos juntos pode ser?
-pode sim 
-então tá marcado, passo aqui as 22:30h, deixa eu ir se não vou me atrasar
-vai lá então, vou em direção a ela pra dar um beijo de despedida e ela retribui. percebo que até a bochecha dela é quente.  

fico na porta olhando ela indo em direção ao elevador. ela olha pra trás e eu dou um sorriso, ela sorri e se vira rapidamente e ao mesmo tempo seus cabelos cacheados vão juntos no balanço do seu corpo. fico olhando pra ela e percebo que a bunda dela é empinada e grande, fico admirando até ela entrar no elevador. ela entra se vira, vejo ela apertando o botão do térreo, quando as portas vão se fechando ela dá um tchanzinho bem suave pra mim.

entro no meu apartamento e vou direto pra banho afinal tenho que achar um emprego. termino meu banho, visto uma roupa meio social e desço a procura de uma livraria ou banca de revista pra comprar uma carteira de cigarro, tomar um café e comprar o jornal pra ver se tem algo nos classificados. 

ando meia quadra quando vejo uma banca de jornal, vou em direção a ela. sento em uma cadeira que tem lá e peço um café e um jornal. o moço traz rapidamente. tomo meu café e vou circulando todas as ofertas de emprego que eu possa tirar uma grana. fico lá por uns vinte minutos até que chega uma moça bem bonita puxando conversa.

-oi bonitão 
-oi, digo meio sem jeito 
-não lembra de mim né?
-sinceramente não
-nossa a dança foi tão ruim assim, diz ela com tom irônico 
-dança? você deve estar falando da noite que eu não lembro de nada
-não lembra de nada? que horrível dizer isso para uma bela jovem 
-é que acabei exagerando, me desculpe 
-não se preocupa garanhão
-desculpa mesmo, sabe como é a bebida afeta nossos sentidos 
-sem problema, você mora por aqui? pergunta ela mexendo na bolsa 
-moro sim, algum problema?
-tô tentando achar meu carregador, não posso ficar sem celular 
-lá em casa eu tenho, fica a meia quadra daqui 
-bom é mais perto do que o meu

eu me levanto pego no braço dela e vou em direção ao meu apartamento. andamos até que rápido. digo pra ela que chegamos apontando pro prédio. subimos, entro no apartamento jogo o jornal na mesa e pergunto se ela quer alguma coisa pra beber ela pede um copo de água. vou na cozinha e pego, depois vou no quarto e pego o carregado. entrego pra ela. aponto pra mesa perto do som pra ela usar a tomada de lá. ela coloca o celular pra carregar e liga o som. 

-já que você não lembra da minha dança deixa eu dançar pra você. ela me pega pelo braço e me leva pro quarto
-éééé... fico sem saber o que falar
-não precisa dizer nada bonitão, diz ela colocando o dedo na minha boca pra me calar

ela começa a dançar, eu fico sentado na cama. e ao dançar dela acaba vindo uns flash da noite. ela tira blusa, ela estava sem sutiã. que mulher, fico olhando tensamente pra ela. ela se inclina até mim e tira minha blusa, me empurra na cama e sobe em cima de mim. ela me beija no canto da boca, beija meu pescoço, beija minha barriga. ela começa a tirar meu cinto, tira minha calça, tira minha cueca, meu pau dá um salto pra fora da cueca. ela dá uns beijinhos do ladinho, depois na cabeça até colocar tudo dentro da boca de uma vez, que mulher. pego no cabelo dela, e vou controlando ela. ela tira meu pau da boca dela e olha pra mim e diz: "pode gozar na minha boca". ela volta toda empolgada. e no movimento da língua, da boca e da mão dela eu gozo na boca dela. ela continua por um tempo até parar. "quero ver esquecer disso" diz ela toda confiante e se levantando em direção a sala. "não irei esquecer" digo indo em direção ao banheiro. olho se me sujei pra tomar uma ducha e nada, realmente ela queria meu gozo. volto pro quarto e ela está vendo se o celular já tem carga.

-foi bom bonitão mas já tenho que ir, diz ela pegando o celular e indo em direção a porta.
-já deu carga o suficiente? se quiser ficar mais um pouco sem problema 
-já sim bonitão. já vou. ela abre a porta e sai, não entendi a pressa mas tudo bem 

olho no relógio e vejo que horário comercial já tinha acabado, não adiantaria ir atras de emprego a essa hora mais. fico no meu quarto lendo o resto do jornal tomando Whisky e fumando meu cigarro. paro de ler e ligo a tv fico assistindo até pegar no sono, falo pra mim mesmo, amanhã eu acho um emprego.

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